Saudades dos momentos bons e ruins. Saudades de conversas sem pé nem cabeça, saudades de discussões. Saudades de “passeios”, da vida nada parecida, de um sorriso, da cara de ódio, quando mesmo sem querer se irritava.
Saudades de um amor intenso, único e todo errado, das manhãs, tardes, noites e madrugadas. Saudades de um ciúme com fundamento e dos sem fundamento também.
Saudades de medos e da maneira que cuidava deles. Saudades da maneira como se preocupava comigo, saudades das fraquezas, que sempre me deram forças para ser forte.
Saudades de vidas tão iguais e tão desiguais. Saudades de quando aparecia do nada e me faziam sorrir pelo simples fato de estar ali. Saudades de um amor intenso.
Saudades de planos, de sonhos impossíveis que tentaram juntos construir. Saudades de tudo que se realizou e de tudo que não se realizou. Telefonemas antes de dormir, palavras doces, palavras duras e a vontade de ser o outro, de ser do outro. Saudades das músicas que até hoje toca para fazer sentir ainda mais saudades.
Saudades de tudo o que viveram e do que não conseguiram viver. Saudades da maneira de não saber amar que fazia sentir-se a pessoa mais amada do mundo. Saudades da dependência um do outro, da forma de esquecer o mundo quando estavam juntos. Da maneira simples de ver a vida. Vida que não foi nada simples.
Saudade de pertencer a alguém inteiramente, fazendo parte da vida desse alguem, saber que estava fazendo e com quem estava a fazer. Saudade de uma história, a mais estranha que alguém já vivi. Saudades do que contavam um para o outro, dos segredos que esconderam. Saudades do aniversário. Saudades do “tempo” nosso. Saudades de um namoro escondido, onde só existiam dois. Saudades de um amor, de juras, de promessas, de encontros e de desencontros.
Saudades de uma amizade, da força e de confiança em mim, em ambos. Saudades de uma voz, de um carinho, de uma paixão, de um desejo, de loucuras, de inteligência, de talento.
Saudades de quando éramos um só!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Silêncio de minha'alma
Nestes últimos meses, confesso que minha alma tem vivido um silêncio incômodo, muito mais acentuado do que tantos outros já vividos. Quando digo silêncio, não me refiro ao silêncio causado por falta de palavras, mas sim, a um silêncio que é, de certa forma, indescritível. Ou melhor: possivelmente, por mais que eu tente encontrar como descrevê-lo, dificilmente eu conseguiria fazer alguém entender o que ele representa pra mim, hoje.
Pois bem, há alguns meses, venho somando experiências que, se de um lado me permitem a evolução espiritual que tanto quero e preciso, do outro, infelizmente, pratica, cada vez mais, o egoísmo, a vaidade, a prepotência, o orgulho, a mentira, a imaturidade!
Não sei até quando, mas hoje sigo permitindo que isso aconteça!
Pois bem, há alguns meses, venho somando experiências que, se de um lado me permitem a evolução espiritual que tanto quero e preciso, do outro, infelizmente, pratica, cada vez mais, o egoísmo, a vaidade, a prepotência, o orgulho, a mentira, a imaturidade!
Não sei até quando, mas hoje sigo permitindo que isso aconteça!
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