domingo, 22 de agosto de 2010
A certeza
Do caminho indefinido que percorro, hoje, uma de minhas poucas certezas é que tinhamos que nos cruzar.
A hora do cansaço
(Carlos Drummond de Andrade)
As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
A dor e o medo
Perder um grande amor é uma tragédia, imediatamente pensamos: "não sobreviveremos". Afinal, a vida fica sem sentido!
Quase todo mundo já viveu a perda de um grande amor. Graças a Deus todos sobrevivemos e podemos dizer "isso passar". Custamos a crer nisso, perder alguém que você ama traduz uma dor muito forte, mas certamente, passar por isso nos faz mais humanos e mais humildes.
Um amor nos prepara para o próximo, aprendemos muito a respeito de nós mesmos, principalmente quando ficamos sós, nos intervalos entre amores. Quando engatamos um namoro em outro, fugimos de nós próprios, da dor da falta do outro.
Logo após a perda, a vida nos aconselha: é tempo de você ser você, o sentido da sua vida está dentro de você.
O medo de perder o amor de alguém é cruel. É aterrorizante imaginar que o amor que dedicamos a uma pessoa na simplicidade de viver o dia a dia está indo embora. É difícil superar que não teremos mais para quem ligar, com quem se preocupar. Esse medo é horrível, parece até DEPRESSÃO, mas confesso que não é. É um simples medo, assim como todos os outros medos.
Quase todo mundo já viveu a perda de um grande amor. Graças a Deus todos sobrevivemos e podemos dizer "isso passar". Custamos a crer nisso, perder alguém que você ama traduz uma dor muito forte, mas certamente, passar por isso nos faz mais humanos e mais humildes.
Um amor nos prepara para o próximo, aprendemos muito a respeito de nós mesmos, principalmente quando ficamos sós, nos intervalos entre amores. Quando engatamos um namoro em outro, fugimos de nós próprios, da dor da falta do outro.
Logo após a perda, a vida nos aconselha: é tempo de você ser você, o sentido da sua vida está dentro de você.
O medo de perder o amor de alguém é cruel. É aterrorizante imaginar que o amor que dedicamos a uma pessoa na simplicidade de viver o dia a dia está indo embora. É difícil superar que não teremos mais para quem ligar, com quem se preocupar. Esse medo é horrível, parece até DEPRESSÃO, mas confesso que não é. É um simples medo, assim como todos os outros medos.
domingo, 15 de agosto de 2010
Imperfeição
Dentro de mim, ainda há uma dor contínua, uma tristeza que sai pelos meus olhos. Meu coração ainda esta vazio, porque no lugar daquele amor todo agora não existe nada. Mas minha vida segue assim, imperfeita.
Devagar e sempre
Perder um grande amor é uma dor que parece interminável, daquelas que insiste em se fazer notar constantemente, minuto a minuto. Inconscientemente ou não, sempre há uma lição a ser aprendida.
O que pode ser mais doloroso que um amor esquecido? O que pode doer mais que a indiferença, a crítica constante e o desafeto? Portanto, resta aprender na dor. Crescer com o sofrimento. Evoluir e se tornar uma pessoa melhor toda vez que perceber que cometeu um erro. Realmente não é fácil, mas é absolutamente possível. Por isso, ao invés de massacrar o meu coração insistindo num amor que já acabou, estou aos poucos tentando cultivar a minha auto-estima, meu amor próprio.
O que pode ser mais doloroso que um amor esquecido? O que pode doer mais que a indiferença, a crítica constante e o desafeto? Portanto, resta aprender na dor. Crescer com o sofrimento. Evoluir e se tornar uma pessoa melhor toda vez que perceber que cometeu um erro. Realmente não é fácil, mas é absolutamente possível. Por isso, ao invés de massacrar o meu coração insistindo num amor que já acabou, estou aos poucos tentando cultivar a minha auto-estima, meu amor próprio.
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