sábado, 16 de janeiro de 2010

É confuso

Te escrevo, mesmo sabendo que não irá ler. Te vejo caminhar cada dia mais longe e provavelmente não se lembra mais de mim. Mas mesmo assim, continuarei te escrevendo, como se fosse ler quando um dia, resolver voltar pra casa.

Os nossos caminhos se separaram e cada um seguiu o seu.
Já passaram muitos meses.

Quando te conheci, passei a acreditar que não podia mais viver sem você. E hoje sei que isso não era verdade, mas eu acreditei que sim. Isso me tornou infeliz, porque me convenci que não podia ser feliz sem você.

Eu confundi o “amor” com “necessidade”. Nunca entendi que não necessito de nada externo a mim para ser feliz. É apenas uma ilusão acreditar que precisamos de algo externo, para realmente ser feliz.

O amor não se raciona em diferentes porções.

Hoje, apenas desejava ouvir de você, pela última vez que me amou, nem que fosse uma única vez, mesmo sendo mentira, só para eu guardar o som da tua voz.




“A maioria dos homens têm vidas de silencioso desespero” – Henry David Thoreau

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